Um viciado em todas as drogas, um louco cujos olhos assustam, o vândalo do qual as pessoas fogem. Meu céu é cinza, os meus dias são longos, e eu não tenho ninguém pra me dizer coisas amáveis. Eu já gritei, mas não veio ninguém. Eu estou caindo! Nesse abismo entre realidade e utopia chamado ilusão, não é um milagre ainda: eu estou caindo.
Eu ainda sinto falta de alguém pra me chamar pra dormir, o escuro ainda me mostra demônios, e eu ainda vejo os meus sonhos dentro de uma prisão distante. O que eu não aguento mais é a solidão dessa queda, é o vento gelado, e o meu maior medo é de nunca chegar ao chão, é de o chão não ser duro o suficiente pra me matar.

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