quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Às 22

Procurando ar pra respirar, o fôlego era pouco pra vontade de chorar. Minha fé me traiu, a consciência fraca perdida. Sem pilares pra me sustentar, não levantei. Agonizei, agonizei. Borboletas me distrairam, mas às 22 eu já morrera com o veneno mais doloroso. Sozinho, esquecido, falso e lindo, morri impecável.

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