sábado, 21 de novembro de 2009

Ingênuo

Virgens dias da minha vida, seres voluptuosos e eu quase cedo
Ah virgens dias da minha vida
Tão curta a vida, tão seca, tão quente e latente de paixões.
Saudáveis timbres, mas me enlouquecem!
Enlouquecer até morrer, ver a vida passar, entardecer.
Ah virgens e tão virgens santos dias da minha vida.
Sentir se forte, e tão corajosamente pronto pra encarar.
Confundir paixão com amor
Amar erroneamente? Não! Apenas amar diferente

sábado, 7 de novembro de 2009

As coisas que você fez

Lembre dos seus amigos, de todos! Lembre dos seus sorrisos, das lágrimas, dos desafios. Há quem lembre da dor, você: lembre do amor.
Voltar de uma guerra perdida, erguer a cabeça e levantar uma sobracelha. Aplaudir a quem merece, ser grato a quem deve. Entender as desgraças.Você cresce, você sente, e nunca se esqueça de lembrar de todas as coisas que você fez na vida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Na Dose Certa

Seu olhar parece medido.
Seu olhar parece calculado.
É sempre na dose certa pra me agoniar:
Você olha e não olha mais,
me faz virar pra trás, mas não olha mais.
Você não sorri, não pisca – só olha.
Na maior das discretudes você me paquera,
me faz perceber que me paquera.
Parece medido, calculado, parece antes ter sido pensado.
Ah, que delícia ser paquerado.
Nem quero avançar com medo de desmanchar,
então, por enquanto, só me paquera,
na dose certa pra não se perder.
Calculado, medido, pensado, é na dose certa pra me agoniar.

domingo, 27 de setembro de 2009

Hoje é assim

Mergulhei desde o início todos os dias neste fluido denso e brilhante, estive ao lado de deuses, fiz ídolos, fui belo, fui feio, aprendi e cresci.
Que não me ouçam os incrédulos, mas eu vivi de verdade. As lágrimas protagonizaram uma história, a dor se alojou no meu peito, mas todos os dias eu superava.
Sonhei tudo tão diferente do que realmente foi, e foi melhor. A alegria inunda o meu peito, posso sorrir e agradecer não sei a quem, mas fui feliz o suficiente. Hoje eu olho pro céu com outros olhos, hoje o espelho reflete uma imagem mais feia, mas mais humana.

domingo, 30 de agosto de 2009

Gastro-mental

Num vômito longo, até perder o fôlego, até doer o estômago, até doer a cabeça e eu desistir. A caneta ainda na mão, agora suada, resistia pra eu não a deixar.
No vomitar não se escolhe o que vai sair, e nem dá pra colocar de novo pra dentro. A gente se surpreende, se arrepende (se estiver são), mas no dia seguinte, ou no mesmo dia, lá estou eu com a caneta na mão.
Quem vê se enoja, se espanta, me interrogam mas eu jamais respondo, eu quero que me entendam, ou que ao menos vejam, porque assim eu me sinto menos culpado, como se tivesse contado. As reações são sempre as mesmas, mas eu gosto de ver.
As vezes vem a ancia sem a caneta, por causa da gastrite que desenvolvi, e eu corro pra buscar uma, ou um lápis, ou um pincel, mas algo que provoque seja lá aonde for um vômito denso pra eu me recompor.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Procurando os olhos certos

Perdido no mundo, perdido no tempo, confuso, pocurando não se deixar perceber, tentando olhar nos mais sutis movimentos, olhando pra dentro, tentando encontrar um motivo pra se arriscar.
E aqueles olhos tão lindos que me encaram, que me desejam, sem coragem, mas que também tentam.
Um dia eu vou olhar nos olhos certos e dizer o quanto eu amo, vou repetir infinitas vezes pra jamais esquecer.
Perdido no seio do mundo, sem se deixar perceber, caminho sozinho e sem rumo, querendo conhecer belos olhos, tentando e tentando enquanto eu viver.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Velho demais

É como se a vida guardasse um segredo pra mim, como que em uma tentativa de minimizar uma dor, mas mesmo tão jovem quando lanço um olhar sincero sobre meu reflexo no espelho, eu envelheci, e minhas esperanças de um dia ser belo se esvaecem para uma tentativa de me imaginar um idoso gordo e muito triste, talvez até louco.
É bem verdade que eu sempre quis amadurecer, e eu acho que eu consegui, eu pensei demais, eu acertei demais (o que foi um erro), eu fiquei sozinho demais, eu me amei demais, a minha fisionomia não agüentou eu imagino, mas, sabe, a genética explica.

Perfeito

Numa assimetria total és belo, em movimentos longos, porém finitos, há um equilíbrio, acompanhados de longe por um astro indefinido, é baseado numa cesta de basquete, num hemisfério e num prédio, termina numa rampa.
A física não explica, a arte fagocita e a astronomia se auto-cultua. Vou divulgar, não entenderão, nem mesmo assimilarão, como tudo o que eu faço, é só pra mim mesmo, seja feita para sempre a minha vontade.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amigos, momentos e sensações


Há momentos que o coração grava, há sensações as quais jamais se repetirão, e é isso que faz destes tão gostosos de recordar. Quem faz os momentos e as sensações são as pessoas, as pessoas escolhidas, e estas o coração também guarda. Se perder em um mar de sorrisos, de abraços, numa cumplicidade que nos caracteriza amigos. Um universo a parte que desperta quando se unem, uma dimensão intima, breve, mas eterna na memória dos bons amigos. Vou lembrar pra sempre dos meus momentos, das sensações, dos meus amigos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sensual


Sedução ascendente, incendiante, disfarçada de inocente me leva por caminhos obscuros, você sabe que eu não conheço.
Num grito pega fogo, num gesto se condena e no ato se entrega. Aquele sorriso, aquele jogar de cabelos e aquele andar fazem parte da sua falta de vergonha, da sua súplica por uma saída dessa vidinha tola.
Você é sensual mulher, você nem tem valor, mas você paga um preço e só quer ser melhor.

domingo, 9 de agosto de 2009

Entre na minha mente


Venha ler a minha mente, ver se eu me recordo dos seus presentes, pode entrar e procurar no meu inconsciente, eu não sei o que você vai achar e eu também nem quero saber, pois pra mim o que eu vivi já passou, o que eu vivo está passando, e o que eu vou viver ainda nem passou pra eu saber.
Mas pode ver, pode procurar, pode ficar com tudo o que achar, mas não leve a minha vontade de viver, só não Leve a minha vontade de viver.
Tudo o que você encontrar sobre nós pode levar, pode levar, mas procure deixar algum vestígio pra eu lembrar que acabou porque seus versos eram grossos e você mudou.

sábado, 1 de agosto de 2009

A Casca

É vazio e seco, opaco e sem vida, restam-lhe os vestígios de quem um dia fora feliz. A essência se perdeu num passado ruim, num passado frustrante, e agora esse corpo andante é vítima de uma rotina odiável, e as pessoas o esquecem. Uma mente infértil, uma mente já podre e perdida para a idade adulta. Talvez já houve perda total.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Desabafo

O coração que dói perante a perda de um parceiro, os pulsos que bombeiam o sangue de um dito anjo, gritos que ecoam, palavras que ardem, visões que partem, lágrimas que rendem e um passado que defende.
Dor no peito sobe á garganta na vontade de berrar, os olhos lacrimejam, a testa contrai, o choro sai.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vontade de te odiar.

Meu peito receia te odiar, os meus olhos te encararem e as minhas mãos te tocarem. Eu quero te esquecer, mas eu lembro. Eu quero me afastar, mas você estará sempre ali. Eu quero te mudar, mas eu não tenho o direito. Eu quero o seu mau, mas eu peço a Deus o seu bem. Eu tentei justificar-me nessa confusão, mas não há justificativa e sim conformação.

sábado, 27 de junho de 2009

Lembre de você

Se servir do meu coração pulsante, se servir destes olhos gastos, provar desta boca amarga e ainda ouvir meus gritos de socorro no crepúsculo das nossas almas. Neste corpo tão genérico os seus braços já correram, já apertaram, já tiveram, já sentiram e já se foram. Adormecem nas passagens os seus gestos, as suas palavras e porque não os seus passos. Estar na memória de muitos fora o seu desejo, pois que o consiga então, mas da minha eu faço questão de lhe tirar.

domingo, 3 de maio de 2009

Não é impossível

Quando beiravam os cílios as lágrimas, e o estômago tão gelado quanto o vento no meu rosto, sopra-me no ouvido que o Não é impossível. Não foi possível conter as lágrimas, mas um sorriso as acompanhou, e uma canção tocou na rua deserta, meus passos já eram como os de uma dança, e o meu olhar em contraste com o céu, era grato por ser salvo da dor e do pranto, da derrota e da angústia de amar de novo calado.

You, no more.

Looking through the mirror, I wanna say that I love myself. I wanna see a face that feels realized, that did what should be done.
I don't wanna talk to you as friend anymore, I only wanna see you as once a step that passed by my life, and a step that helped me to grow.
I wanna make you an advice, there are some words you wanna hear, that I won't speak.

domingo, 26 de abril de 2009

Deixa-me ir

Deixa eu ir, deixa eu ir procurar alguém pra interpretar meus pensamentos, um alquimista pra me ensinar segredos, um mágico pra me ajudar a guardá-los, um profeta pra me dizer quando contá-los.
Porque pulsa na minha mente a vontade de ser melhor, a vontade de dizer o que sinto, a vontade de esquecer os outros e ainda uma vontade de abandonar o passado. Mas o mundo me prende. Quando ouso pensar alguém me cala, alguém me diz não. Alguém que me salva diariamente, alguém que me impede de viver diariamente, alguém que não tem equilíbrio sobre o que eu devo fazer. Então me deixa ir.

domingo, 12 de abril de 2009

Melhor inverno

Os nossos casacos negros sobrevoando as nossas costas, o vento frio nos nossos rostos secando os lábios que emolduravam sorrisos amarelos, os paralelepípedos da rua combinavam com os seus sapatos, mas na grama era o meu suéter que ornava. Sob a inexistente sombra de uma árvore desfolhada, as estrelas nos contavam histórias como a nossa. Eu juro que ouvia assovios, os carros passavam rápido do outro lado do lago, víamos apenas fios vermelhos de luz. Os nossos braços unidos aqueciam muito mais que o meu corpo, aqueciam meu amor por ela. O seu rosto seco me encarava como quem esperava que eu lhe dissesse algo bonito, mas pra mim podíamos ficar ali o resto de nossas vidas sem conjurar sequer uma palavra, e eu estaria satisfeito, sim, só de estar ao lado dela.

sábado, 11 de abril de 2009

Nada de errado

No meio do escuro eu sinto o seu cheiro, seguido do seu toque e o encontro dos nossos lábios, os seus tão gelados, a minha pele gelada o seu suave arrepio acaricia. As nossas mãos suadas já são conhecidas, mas elas querem conhecer mais. E somos nós mesmos os anfitriões desse pecado. Sem medo e com tempo não há o que possa nos impedir. As vozes tão trêmulas quanto nossos corpos juntos já não se entendiam mais, entre rápidos e demorados suspiros eu soube que aquilo era amor.
Quando a vontade de ficar ali pra sempre, um peso na consciência, mas cúmplices de que não fizemos nada errado.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Espetáculo só pra mim

O momento mais esperado do dia
Eu perdi a entrada
Mas contemplei de pé a saída

Eu vi tudo tão de perto
Eu tive coragem e encarei
Era tão lindo
Pude ver os detalhes

Foi rápido
Mas assim mesmo guardei as imagens
Não podia fotografar ou filmar, então salvei as na minha memória

Aquele frio na barriga
Um sorriso preso
Uma inundação de alegria
O mais belo espetáculo, só pra mim.

sábado, 4 de abril de 2009

Estes tempos difíceis

Aprendendo a viver só, não há ninguém por perto, nem mesmo paredes pra me apoiar, nem mesmo o chão pra me deitar, estou num vazio que eu tenho certeza que tem fim, mas pra chegar ao fim e poder então relaxar aliviado eu teria que caminhar muito.
No extenso vazio eu vejo a sombra de possíveis companhias, dentre elas algumas eu sei que chegarão com facilidade ao fim e poderão então descansar não em paz, mas em euforia por ter conseguido conquistar o sonho de qualquer membro do vazio.
Há ausência de luz, de vaidade e de prazer. Mas é possível sorrir. E mais possível ainda é chorar. E eu juro que eu quero muito chorar, mas eu não consigo, então eu sorrio, e de tanto sorrir lacrimejam-me os olhos e indiretamente as que escorrem pela face são as mesmas que se negam a sair no meu desespero.
Das divindades vem a oportunidade, mas da vida vem a dificuldade. E não há equilíbrio, nem mesmo direção, me cobre o medo de me perder na escuridão vazia e conseguir então chorar.